quarta-feira, 28 de outubro de 2026

The Illustrated Man

The Illustrated Man é um livro de contos de Ray Bradburry, publicado originalmente em 1951 e incluindo 18 contos curtos (é um livro de bolso com menos de 200 páginas) amarradas ao redor do homem ilustrado do título - um sujetio com o corpo todo tatuado, cujas tatuagens contas as histórias descritas ao longo do livro. É, definitivamente, um conceito interessante, e uma ótima idéia de criar uma trama que inclua vários contos que, de outra forma, teriam pouca coisa em comum - muito embora vários deles tenham a morte como tem central de suas tramas. 

Embora tenha vasculhado, sem sucesso, os livros de Braburry que tenho, não achei uma versão traduzida de The Veldt entre eles, mas por algum motivo eu tenho certeza que já li esse conto antes. Enfim. Este é um conto sobre realidade simulada muitíssimo interessante, que foi extremamente divertido de ler - e o que me deixou a impressão mais forte entre todos dentro do livro, mas eu acredito que parte disso vem do fato de eu ter passado a leitura toda com a impressão de já ter lido ele antes. 

Kaleidoscope é um conto bastante trágico, com um tom extremamente melancólico - trata das útimas conversas entre os tripulantes de um foguete espacial que perdeu o controle e está prestes a reentrar na atmosfera - mas um final dispar do tom geral, quase esperançoso. 

The Rocket, o conto que fecha o livro - aparte do epílogo, que finaliza a história do Homem Ilustrado - é, de longe, meu conto favorito. Ele conta a história de um proprietário de um ferro-velho que passa as noites admirando os lançamentos de foguetes nas proximidades. Após anos, ele finalmente consegue economizar dinheiro suficiente para enviar um membro de sua família à Marte. No entanto, ao apresentar a oportunidade à esposa e aos filhos, todos percebem rapidamente que ninguém conseguiria suportar a culpa de vivenciar uma jornada tão maravilhosa enquanto os demais permanecem na Terra. Por um golpe de sorte, surge a chance de adquirir uma réplica de foguete, e decide usar o dinheiro economizado na aquisição da réplica e, secretamente, passa a noite transformando-a em uma espécie de teatro. Em seguida, conta, entusiasmado, à sua família que todos poderão fazer a viagem de ida e volta a Marte. 

O epílogo, como mencionei, termina a história do Homem Ilustrado, de madeira sucinta e funcional. Muito embora não seja um conto em si, muito mais uma ferramenta narrativa - ele é apresentado no pr´logo, que tem apenas 5 páginas, e embora hajam excertos sobre ele no final de alguns dos contos, nada além de uma ou duas linhas é adicionado até o epílogo, que tem apenas uma página. Ainda assim, essa breve narrativa cria um personagem curioso e interessante. 

Admito que foi interessante ler um livro de Bradburry no original, e a prosa dele é simples, fácil de absorver e, imagino, uma delícia para os tradutores trabalharem. Espero ter a oportunidade de ler mais livros dele em inglês no futuro. 

Como acontece com todos os livros de Bradburry que li até hoje, leitura fortemente recomendada! 

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